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domingo, 26 de maio de 2013

"A Molécula da Moralidade" de Paul Zak


O livro de Paul Zak,"A Molécula da Moralidade", é a verdadeira expressão da falácia naturalista.

Ele relaciona a oxitocina com as questões sociais e econômicas. Até o momento em que ele mostra que como a química neural se corresponde a comportamentos, tudo bem!!!!! Mas, daí a dizer que essa química neural tem uma finalidade é outra coisa, é como dizer que a evolução tem objetivos da vis vitalis, o que o grande evolucionista Ernst Mayr refutou tão bem.

Dizer que a oxitosina produz confiança, para relações sociais, é como dizer que temos um neurotransmissor que foi construído de modo intencional pela natureza, quando na verdade a natureza é cega. Dizer isso é como dizer que o corpo nos favorece em questões sociais, é colocar a adaptação do organismo e da natureza cega nos termos de adaptação do indivíduo e de uma natureza com finalidades que age em prol do homem em seu ambiente social. Já seria absurdo considerar que a natureza nos constituiu de modo intencional para nossa adaptação orgânica, pior ainda é dizer que a a natureza nos constituiu de modo intencional para nossa adaptação na pólis. É um retorno ao conceito aristotélico de homem político por natureza (o que Francis Bacon refuta em seu Novum Organum, uma clara oposição ao Organum de Aristóteles.)

Zak, um economista, diz que a oxitosina promove a confiança entre os indivíduos, possibilitando boas relações diplomáticas, na medida em que produz confiança recíproca, pois você geralmente responde de modo confiável para quem confia em você. O problema é que a oxitosina é APENAS uma autorregulação do corpo, na produção motora, do potencial de ação, e da intersubjetividade, quando ocorre o processo de intencionalidade no potencial de ação, e este neurotransmissor é cego, refere-se apenas a processos homeostáticos com fins de adaptação para a sobrevivência natural do organismo e não a comportamentos morais com fins a adaptação para a sobrevivência social e econômica do indivíduo.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

LANÇAMENTO DO MEU LIVRO






















  1. Desde o primeiro momento me comovi com a história de Gabriela. sempre em preocupei com questões sociais e o caso Gabriela, é um caso que nos faz perceber que a violência está mais próxima do que imaginamos, mas nos faz perceber também nossos próprios valores quando nos tornamos, muitas vezes, passivos diante da realidade.
    Vale ainda ressaltar, que o livro está além do que o senso comum julga como justiça. Justiça é, pois, entendida de forma lato, de modo amplo, isto é, uma justiça que possa ser direcionada a todos os indivíduos da sociedade, de modo a proporcionar a inclusão social de todos, a fim de não segregarmos ninguém, buscando com isso, um melhor aparelhamento dos organismos voltados para a educação, saúde e segurança.
    Precisamos de dignidade, pois o melhor “remédio” contra a impunidade, não é a severidade das punições, mas sim a educação, a sociabilização e a ressociabilização social, inserindo pessoas com pouca oportunidade que se encontram marginalizadas…
    O livro, como assim pretendia Cleyde (mãe de Gabriela) em nossas tantas conversas, não pretende levantar a bandeira da indignação e da vingança, mas sim, do questionamento e da justiça!
    Questionamento que não analisa só superficialmente a questão social, sem uma análise mais intelectualizada dos fatos, e justiça que se estende a todos nós cidadãos brasileiros!!!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Meu livro sobre a estudante Gabriela Prado Maia Ribeiro Santiago foi comentado neste domingo (23/01/2011) na coluna "DOIS CAFÉS E A CONTA" de Mauro Ventura, na revista do Jornal "O Globo". O livro será publicado pela Litteris Editora e lançado oficialmente  na Bienal do Rio em setembro de 2011, mas tem um pré-lançamento previsto para abril na Livrara Saraiva do Shopping Tijuca. O prefácio é de Gabriel, Pensador, que também morou na Tijuca.

Gabriela foi morta em 25 de março de 2003 na escadaria do metrô da Tijuca, durante uma tentativa de assalto. O livro é a síntese de minha experiência na "Campanha Diga Não À Impunidade" do "Movimento Gabriela Sou da Paz", ao lado dos pais de Gabriela, Cleyde e Carlos Santiago, que resultou no recolhimento de 1.300.000 assinaturas para uma Iniciativa Popular que visava a alteração de alguns itens do Código Penal, entregues em 08 de março de 2007, ocasião que reunião várias famílias de vítimas de violência, entre elas a autora Glória Perez.